Geormarketing: como usar a favor da marca?

Geomarketing: imagem em desenho de um celular com um mapa compartilhando a localização para outros usuários

Você já passou horas procurando o Wally nos livros “Onde está o Wally?”. Se ele fosse o target de um produto nos dias de hoje, investir em Geomarketing seria quase uma questão de vida ou morte para as marcas.

Aliás, aquelas páginas cheias de personagens bizarros e fofinhos definem bem os nichos e os diferentes clientes que estão inseridos neles.

Pessoas que frequentam um clube de campo, por exemplo, podem ser segmentadas em casais com filhos que gostam de tomar sol, alguns sabem nadar outros não, mas todos querem passar um momento feliz e seguro em família.

Então, se a ideia é ofertar boias infláveis de flamingos para quem não sabe nadar, por que gastar seu orçamento enviando a promoção para todos que estão no clube?

Pode ser muito mais eficiente mandar para as pessoas que estão próximas a brinquedos infantis e piscinas rasas, não é mesmo? Esse é um exemplo claro de como segmentar o público e usar os dados de localização a seu favor!

Continue a leitura e veja, neste post, como usar o Geomarketing nas suas estratégias de marketing nas redes sociais. Bora?

O que é Geomarketing?

Aflore o professor de português que existe em você e analise a etimologia da palavra: “GEO”, de origem grega, significa terra e marketing vem da palavra inglesa, market, mercado.

Portanto, podemos dizer que o Geomarketing é uma estratégia que usa a inteligência de localização, em algumas ferramentas, para encontrar potenciais clientes em uma determinada localização.

Quais ações fazem parte dessa estratégia?

Voltando ao nosso querido Wally, antigamente, o que você fazia para localizá-lo?

Passava longos minutos procurando, olhava as dicas, perguntava para os amigos que já tinham encontrando ou apenas fingia que tinha conseguido para não ficar de fora?

Bom, se Wally tivesse um smartphone com GPS ativado e fizesse check-in pelo Facebook nos rolês da vida, seria mais fácil encontrá-lo.

Afinal, essas são as informações básicas usadas no mapeamento dos possíveis clientes em uma região. Com ela, é possível fazer diversas ações. Veja quais são elas!

Geotargeting

Começando pelo geotargeting, que provavelmente é o mais utilizado atualmente e consiste na configuração de uma campanha de marketing baseada na localização dos IPs dos usuários.

Com o geotargeting é possível determinar a cidade, região, bairro, raio de distância do estabelecimento e, em alguns casos, até mesmo o CEP. Você encontra esse recurso no Google Ads e Facebook Ads.

Alguns sites de notícias ou lojas virtuais, por exemplo, montam suas páginas principais de acordo com a localização do usuário.

Check in

Os usuários das redes sociais podem configurar seus perfis para fazerem check-ins automáticos toda vez que eles entrarem em um estabelecimento que tenha seu registro online ou realizá-los de forma manual.

Para as marcas, isso é ótimo, pois gera buzz e engajamento com o público. Mas o principal é: qual é o benefício percebido pelo cliente ao fazer isso?

É aí que entra a estratégia! É preciso criar valores e diferenciais para que os usuários façam a marcação de suas presenças nas redes sociais.

Isso pode ser feito tanto com ofertas exclusivas, ações de fidelidade, sorteio de brindes ou também pelos gatilhos mentais associados à marca.

Um gatilho interessante é o da exclusividade. Um hotel SPA que trabalhe seu posicionamento com serviços de alto valor pode incentivar seus hóspedes a marcarem sua presença digitalmente, para atestarem seu status e prestígio social.

Geofencing

Essa é uma estratégia que gera uma experiência muito interessante para o cliente, pois, uma vez que ele entra no perímetro virtual determinado pela marca, ele recebe um conteúdo relevante e engajador.

E nesse caso, não é magia, e sim, tecnologia como a de posicionamento global (GPS) ou identificação de radiofrequência (RFID).

No momento em que um lead entra dentro desse limite estabelecido, ele recebe uma mensagem de texto, um alerta de e-mail ou notificação no aplicativo. Afinal de contas, a proximidade com o estabelecimento pode favorecer uma nova aquisição, não é mesmo?

O conteúdo das mensagens pode ser o tempo de trânsito que ele gastará até a loja ou, até mesmo, a existência de um evento promocional naquela data.

Se isso faz você se lembrar do Pokemon Go, saiba que o conceito é esse mesmo.

Quer ver?

Uma rede de floricultura pode disparar ofertas do dia dos namorados para leads que estejam em suas redondezas ou na de concorrentes. Assim, ela pode indicar sua filial mais próxima e fisgar o comprador pelo preço!

Ads geolocalizados no Facebook e Instagram

Ao criar anúncios nas redes sociais é possível mapear o público que deseja atingir por meio da sua localização e região. Tudo isso, para atrair um público mais qualificado para visualizar os anúncios da marca.

É muito importante entender o perfil dos clientes potenciais, não só por fatores geográficos, mas também de seus interesses e necessidades. Assim, o investimento nos anúncios poderá trazer resultados mais substanciais.

Uma loja de shopping, por exemplo, pode direcionar seus Ads para moradores da região, que sejam pais, gestantes, tenham determinado poder aquisitivo, curtam marcas de produtos infantis conhecidas etc., e, assim, criar campanhas muito mais eficientes em termos de conversão.

Localização da marca nas redes sociais

Também chamado de geotagging, é a ferramenta que permite que um usuário da rede social marque a localização em que ele está. Nesse caso, a loja em que ele está adquirindo um produto ou o restaurante que ele está jantando , por exemplo.

Assim, outro usuário que esteja acompanhando seu conteúdo poderá clicar em cima da marcação e receber o endereço ou mapa de como chegar até ele.

Para marcas que investem no marketing de influência, por exemplo, ter esse recurso é essencial, assim os influenciadores contratados usarão sua tagging de localização e seus seguidores, por sua vez, poderão visualizar onde fica a loja.

Ter uma conta no Google Meu Negócio

O Google Meu Negócio traz benefícios tanto para a empresa como para seus clientes, porque basicamente reúne todas as informações e possibilidades de interação em um só lugar.

A marca pode informar seu dia e horário de funcionamento e, depois de algum tempo de acompanhamento, ver a frequência de visitas no seu estabelecimento para descobrir quais são os horários de pico.

O GMN também é um ambiente onde seus clientes podem tirar dúvidas, deixar opiniões e fazer perguntas, fazendo com que suas respostas virem um grande FAQ para os próximos que virão.

Além de tudo isso, ao se cadastrar na plataforma você pode disponibilizar um link para o Google Maps  com sua localização e os serviços complementares como estacionamento, permissão de entrada de animais, entre outros.

Achar os clientes ideais, muitas vezes, pode ser igual procurar uma agulha no palheiro, mas as estratégias de geomarketing funcionam como um imã e facilitam todo o processo, fazendo com que as marcas gastem menos com anúncios e seus clientes tenham experiências mais interessantes.

Quem você acha que ganha mais com essa estratégia, as marcas ou os clientes que recebem as ofertas personalizadas? Deixe a sua opinião nos comentários!

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