[Kiso Insights] Você está usando IA para acelerar trabalho desorganizado, escalando o caos, ou para aumentar valor percebido?

Capa - IA
Sumário

Pontos principais do artigo:

O profissional de mídias sociais nunca teve tantas ferramentas para acelerar o trabalho. Com IA, ficou mais fácil criar pautas, roteiros, legendas, imagens, relatórios e variações de uma mesma ideia em poucos minutos. Mas existe uma diferença importante entre escalar a execução e escalar os resultados.

Produzir mais rápido não significa, necessariamente, gerar mais leads, mais vendas ou mais valor percebido para os clientes. Quando a IA é usada sem direção estratégica, o risco é apenas aumentar o volume de conteúdos genéricos, parecidos e pouco relevantes.

Nesta edição, vamos explorar esse novo contexto com base em dados: como a produção de conteúdo com IA está sendo percebida pela audiência, qual tem sido a postura das plataformas diante desse aumento expressivo e, principalmente, o que pode fazer um profissional de mídias sociais se destacar quando todo mundo passa a ter acesso às mesmas ferramentas.

Você pode estar sendo ineficiente no uso da IA

Você está cansado de bater os limites de créditos nas ferramentas de IA? Isso pode acontecer pela falta de documentação, algo que reduz 28% do tempo de execução da IA e 16,5% o uso de tokens (CMI, 2026).

Quando você não fornece contexto estruturado, a IA não executa de imediato. Ela explora e tenta inferir quem você é, para quem você fala e o que você quer, e você paga por esse processo.

Infográfico com informação em destaque: "apenas 43% dos profissionais de marketing têm uma estratégia de conteúdo documentada."

Apenas 43% dos profissionais de marketing B2B têm estratégia de conteúdo documentada. Ou seja, a maioria reinventa o briefing a cada prompt.

É aí que entra a importância da documentação. Você codifica tom de voz, público e posicionamento, e a IA acessa direto, sem explorar. Você gasta bem menos tokens e tem retornos bem mais precisos.

Você prefere vídeos feitos por humanos ou IA?

84% preferem vídeos feitos por humanos, mesmo com imperfeições. O dado deixa claro que, a autenticidade tem mais peso que produção perfeita. E isso muda a forma como você deveria pensar o uso de IA no vídeo.

IA funciona como parte criativa do processo, na edição, no roteiro, na geração de ideias. Mas a presença humana na frente da câmera ainda é o que gera conexão e credibilidade com o público.

Infográficos: percentuais (%) de quanto os usuários gostam de textos e legendas escritas por IA.

Já em textos e legendas, o comportamento é diferente. 39% aceitam texto escrito por IA, desde que a informação seja útil. Mas 36% não gostam ou acham impessoal. Ou seja, a IA pode escrever, mas sem direção estratégica e revisão humana, o público sente.

O paradoxo das mídias sociais em 2026

12 milhões de posts por minuto. 80% do conteúdo online previsto para 2026 criado por IA.

As plataformas de mídias sociais incentivam o uso de IA e tornaram isso mais fácil do que nunca. Mas, ao mesmo tempo, estão tentando determinar como as pessoas podem usar essas ferramentas, impondo restrições ao uso excessivo de IA.

E qual tem sido a reação das plataformas de mídias sociais ao avanço do conteúdo feito por IA?

A resposta está na humanidade e na autenticidade.

No dia 31 de dezembro de 2025, Adam Mosseri (CEO do Instagram) publicou um carrossel no seu perfil fazendo uma espécie de desabafo sobre o momento atual do Instagram. A mensagem central era clara: a plataforma já não consegue acompanhar, no mesmo ritmo, a evolução da inteligência artificial e o volume crescente de conteúdo gerado por IA.

Post do CEO do Instagram Adam Mosseri.

Segundo Mosseri, existe uma urgência pela autenticidade. E essa virada começou a aparecer pouco tempo depois: em 15 de janeiro, no blog de engenharia da Meta, a empresa anunciou mudanças no algoritmo, principalmente no de Reels.

A partir dali, o Instagram deixou de olhar apenas para sinais clássicos de popularidade, como curtidas, retenção, compartilhamentos e comentários. A plataforma começou a considerar também sinais de humanidade e autenticidade, inclusive por meio daquelas pesquisas que aparecem abaixo de alguns posts, perguntando se aquele conteúdo foi interessante para você.

Isso mostra uma tentativa de equilibrar o jogo: não basta mais um conteúdo prender atenção porque é polêmico, curioso ou impossível de ignorar. O algoritmo começa a buscar sinais mais humanos para entender se aquilo realmente foi relevante, e não apenas se conseguiu capturar retenção.

A preocupação com o excesso de conteúdo gerado por IA também levou o LinkedIn a tomar algumas medidas.

Manchete: "LinkedIn wants to limit the reach of AI-generated content".

Na semana passada, Laura Lorenzetti, vice-presidente global editorial do LinkedIn, compartilhou as medidas mais recentes que a plataforma está adotando para combater o aumento de conteúdos e perfis gerados por IA, o que inclui:

  • Restrições no alcance de conteúdos que parecem ter sido gerados por IA e que não apresentam uma perspectiva clara.
  • Novas medidas para detectar e limitar o alcance de comentários automatizados e gerados por IA.
  • Filtros adicionais para que os usuários possam limitar seus resultados apenas a conteúdos de perfis verificados, o que ajuda a lidar com o aumento de perfis gerados por bots de IA dentro da plataforma.

A IA não é o problema, a questão é como usá-la para escalar valor e não apenas trabalho.

As ferramentas de IA foram criadas para servir como apoio. Mas, o que vem acontecendo, é delegar para elas todo o trabalho, sem direção estratégica.

Em 2024, saber usar ChatGPT para criar legenda era diferencial. Em 2026, é linha de base.

Segundo o Panorama dos Profissionais de Mídias Sociais 2025, feito pela mLabs:

  • 83% dos profissionais de mídias sociais no Brasil já usam ferramentas de Inteligência Artificial no dia a dia.
  • 98% dos profissionais de mídias sociais usam Chat GPT.
  • 84% usam IA para gerar ideias de campanha e conteúdo.
  • 79% para redigir texto para rede social e blog.
  • 63% para roteirizar vídeo.

A questão é que quando uma habilidade está em 98% do mercado, ela não vale mais nada. É como saber usar PowerPoint em 2010. Ninguém paga você por isso, paga apesar disso.

O profissional estratégico é quem sabe onde a IA amplifica e onde o humano é insubstituível.

Quem entende essa distinção entrega mais, cobra mais e é muito mais difícil de ser substituído.

É isso que separa quem escala com IA de quem só sobrevive com ela.

Faz sentido?

Para você se aprofundar:

Como cobrar mais pela gestão de mídias sociais?

Você sabe por que alguns profissionais cobram R$1.000 e outros cobram R$5.000 ou mais pelo mesmo tipo de serviço?

A diferença não está no número de posts. Está na lógica por trás da precificação.

Nesta live, mostrei com base em dados o que separa o profissional de mídias sociais que cobra pouco e trabalha muito de quem cobra mais e cresce com previsibilidade.

Se você não pôde acompanhar ao vivo, aproveite a gravação.

Sumário
Contaê - Newsletter
Contaê - Newsletter

Assine nossa newsletter e não perca nenhum conteúdo da mLabs!

Agende posts com a mlabs e economize horas de trabalho!
Você acaba de ganhar
30 dias grátis!
Ganhe 30 dias grátis!
Você acaba de ganhar
30 dias GRÁTIS

Integrações

PREÇOS