Branding pessoal: como posicionar sua marca nas redes sociais

Branding Pessoal: imagem de quatro pessoas fazendo uma reunião com um quadro e post-its colados

Seu nome nunca foi tão importante como na era das redes sociais. Sua história nunca foi tão relevante como nos tempos do histórico online.

Com tanta informação disponível sobre a sua experiência, qual é a melhor forma de se posicionar para converter os perigos em oportunidades?

A resposta está no branding pessoal: a transformação do seu nome em uma marca e da sua história em um modelo.

Por isso, chegou a hora de aprender a usar técnicas especiais para que você se torne uma autoridade em seu nicho e entregue aquilo que seus seguidores mais esperam: conteúdo legítimo.

Para ser uma marca, seja você

O planejamento de uma marca pessoal é bem diferente do processo de construção de um branding corporativo. Sim, porque em uma empresa você pode escolher entre diferentes vozes, identidades e visuais para transmitir a sua mensagem.

No branding pessoal, você deve ser você mesmo. Pode até parecer redundância, mas você já parou para pensar como é comum encontrar profissionais que se promovem de forma artificial?

Por isso, a construção da sua marca passa por três fatores essenciais:

  • Autenticidade;
  • Coerência;
  • Unidade.

A autenticidade gera conexão emocional. Independente da sua área de atuação, transmitir para as pessoas suas experiências reais faz com que elas se identifiquem com você.

coerência é fundamental para que seus seguidores confiem no seu conteúdo. Se você tiver posições contraditórias e uma postura que não seja o reflexo daquilo que você defende, não terá credibilidade para expor suas ideias.

E a unidade é o que vai manter sua reputação em alta, não importa o canal. Isso quer dizer que, apesar de cada rede social ou ambiente ter características diferentes, a sua marca é uma só. Não seja X no Facebook, Y no Instagram e Z no LinkedIn.

Mas será que ser autêntico, coerente e único é suficiente para conquistar o seu público? Esse é o assunto do próximo tópico, vamos em frente!

Sua marca só é relevante se você entrega valor

Agora, que você já sabe como é importante transmitir aquilo que você realmente é e acredita, precisa se fazer a seguinte pergunta:

  • Qual é o valor que eu posso entregar para o meu público?

Seja para um jornalista, comediante, empreendedor, advogado ou qualquer outro profissional, a questão é a mesma.

O valor é a moeda de troca entre você e seu público. E essa moeda pode ser informação, inspiração ou entretenimento.

Quando você produz conteúdo de qualidade e que dá às pessoas aquilo que elas precisam, metade da missão já está cumprida.

Isso é o que realmente faz com que seus seguidores vejam seus Stories do Instagram antes de todos os outros ou configurem suas publicações no Facebook para aparecerem no topo do feed.

Humanos são seres visuais: como será a sua imagem?

Se você respondeu que a sua imagem será você mesmo, sem qualquer máscara, parabéns! Você está no caminho certo. Mas você também precisa de uma identidade visual para que seu conteúdo seja memorável.

A sua identidade visual é o conjunto de elementos gráficos que você vai usar para reforçar as características da sua marca pessoal: cores, fontes e símbolos.

Para planejar os símbolos que vão acompanhar sua marca em todas as publicações e materiais de comunicação, você precisa pensar em como cada um reforça seus ideais.

Já reparou como marcas de produtos orgânicos usam paletas de verde e marrom, enquanto empresas da indústria da beleza apostam em cores como rosa, branco e dourado?

A resposta está na psicologia das cores. Cada tom é capaz de gerar uma impressão diferente — e a combinação deles forma um significado especial.

O mesmo vale para as fontes, desenhos e os outros elementos gráficos que você vai usar na construção da sua identidade visual.

E o segredo aqui é consistência. Reforçar sua identidade visual em todas as suas interações é a melhor estratégia para que as pessoas se lembrem da sua marca.

Ainda tem dúvidas sobre como projetar sua identidade visual?

Você pode contar com os recursos intuitivos de uma plataforma gráfica online como o Canva. Com as ferramentas que você terá em mãos, é possível criar uma comunicação visual que vai impressionar seus seguidores em poucos minutos.

Branding Pessoal: Imagem de uma arte criada no Canva

Para ser referência, conquiste a confiança

Sabe qual é o melhor posicionamento possível de uma marca? A liderança.

Trocadilhos à parte, a partir de agora, seu objetivo é ser considerado referência em sua área.

Tudo bem, não existe fórmula mágica para alcançar o sucesso na forma como você vai se direcionar para o seu público — e isso é ótimo. Em cada nicho, as expectativas dos seguidores são diferentes e a sua abordagem deve ser sempre personalizada.

Além de ser autêntico, coerente e único, como você já aprendeu, seja também um amigo para as pessoas que seguem o seu perfil.

Eles não são seu público-alvo: só é alvo aquilo que é estático e está pronto para ser atingido. Eles são pessoas de verdade, dinâmicas por natureza, e que querem se conectar com você em níveis profundos. Essa é a lição de Philip Kotler, o pai do marketing, em seu livro Marketing 4.0.

Ou seja, se o primeiro passo é entregar valor, o segundo é conquistar a confiança que seus seguidores só dedicam às relações mais especiais.

Como toda relação de confiança também passa por uma interação pessoal, vá em frente e mostre um pouco mais sobre a sua vida. Ao contrário do que muitos pensam, separar totalmente a rotina particular da profissional nas redes sociais é jogar contra a sua marca.

Não tem problema nenhum publicar fotos e vídeos da viagem com a família logo depois daquele conteúdo inspirador sobre negócios. Ou mostrar como está a festinha que acontece depois de uma convenção.

Seu público quer enxergar você como uma pessoa, não como uma máquina de conteúdo.

Claro, filtre tudo aquilo que for íntimo ou que ninguém precisa saber — o equilíbrio entre pessoal e profissional é a chave para conquistar a confiança dos seus seguidores.

Compartilhe só aquilo que gera valor com conexão, emoção e afinidade.

Vá além das métricas das redes sociais

As redes sociais permitem que você acesse dados sobre praticamente todas as ações dos seus seguidores: visualizações, interações, comentários, compartilhamentos, tempo de leitura… a lista é enorme.

Seja qual for o canal, você terá uma série de métricas à disposição para projetar seu conteúdo e acompanhar seus resultados.

Mas será que essas informações são suficientes para o sucesso da sua marca pessoal? É possível traduzir seu valor para o público apenas em números? Não e não.

Afinal, uma polêmica costuma render bons índices de compartilhamento e interação. Vale aquela estratégia clássica: ao invés de quantidade, é melhor ter qualidade.

Se você realmente quer fazer a diferença e ser destaque no feed de alguém, vale a pena ficar de olho em outros fatores. Aqui vão alguns exemplos:

Seu público trata você como se fosse um amigo próximo?

Sabe quando você vê aquele vídeo engraçado de gatinhos ou lê uma matéria muito relevante e marca o perfil dos seus amigos no post?

Isso é um sinal de empatia. Você consumiu um conteúdo e acredita que ele também pode ser bom para as pessoas que você gosta.

Quando você consegue se conectar com seu público de uma maneira tão próxima que as pessoas passam a considerá-lo um amigo, esse tipo de resultado fica comum.

Você pode nunca ter falado diretamente com aquela pessoa, mas causou um impacto tão grande com seu conteúdo e personalidade que ela se sente nessa liberdade.

Quanto mais frequente essa interação for, maior será sua certeza de que sua missão está sendo cumprida.

Seus seguidores compartilham experiências nos comentários dos seus posts?

Novas ideias geram conflitos.

Quando você começar a impressionar seus seguidores com um conteúdo relevante, uma das reações mais comuns será o questionamento.

Caso você seja um comunicador da área de finanças e dê dicas de investimento para pequenos poupadores, poderá ser bombardeado com dúvidas e questionado se esses conselhos são relevantes para um caso específico de uma pessoa.

Isso é ruim? Nem um pouco. O impacto do seu conteúdo também pode ser medido pela qualidade dos questionamentos que ele levanta.

Mas o inverso também é verdadeiro. Tudo aquilo que é confuso ou irrelevante, é ignorado.

Você é convidado a compartilhar seu conhecimento em outras plataformas e eventos?

Se engana quem pensa que o trabalho do influenciador fica limitado às redes sociais.

Por trás do sucesso em interações, existe toda uma atividade em construção de parcerias e formas alternativas de propagar o valor.

E você, já recebeu algum convite para dar uma palestra, participar de um webinar ou algo semelhante?

No mundo especializado, as marcas que criam mais impacto costumam ser lembradas nessas oportunidades.

E isso pode ser fruto do tema da nossa próxima métrica: a recomendação.

As pessoas recomendam seu conteúdo?

O estágio final da jornada de interação do público com uma marca é a apologia ou, de forma mais prática, a recomendação.

Entre todas as métricas possíveis para conferir o desempenho do seu conteúdo, a defesa da sua marca e a clássica propaganda de boca a boca é a mais preciosa.

E uma ferramenta muito bacana para acompanhar tudo o que está sendo dito sobre o seu nome é o Google Alerts. Assim, além de controlar o uso da sua marca pessoal, você também consegue expandir o monitoramento para as recomendações que acontecem fora das redes sociais.

Transformar seguidores em defensores da sua marca deve estar entre seus principais objetivos.

Quando alguém enxerga um valor no que você tem a oferecer, estabelece uma relação de confiança e decide propagar seu conteúdo, sua marca cresce.

Mãos à obra: você tem uma marca para construir

Poucas coisas podem ser tão gratificantes quanto ser considerado referência naquilo que você faz. E isso só depende de você.

Seu público já existe. São pessoas que se relacionam, consomem, recomendam e querem evoluir. O que você pode oferecer a elas?

Acima de tudo, seja autêntico, coerente e único. Seja você.

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Este Guestpost foi escrito por Marcelo Parreiras, Editor de Conteúdo do Canva.

Marcelo Parreiras é Editor de Conteúdo do Canva, uma plataforma digital que permite a qualquer pessoa criar designs profissionais de maneira intuitiva e gratuita.

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