[Kiso Insights] Será que o conteúdo engraçado gera resultados nas redes sociais?

Kiso Insights 76||
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Pontos principais do artigo:

O feed se tornou a nova página inicial das marcas.

Segundo os dados da pesquisa Tendências Globais de Rede Social, feita pelo HubSpot, 84% dos profissionais de marketing concordam: as pessoas buscam por marcas direto nas redes sociais, e não mais no Google.

É nelas que a primeira impressão acontece, e ela dura poucos segundos.

Mas se esse espaço é tão decisivo…o que realmente diferencia quem chama atenção de quem é ignorado? É o que vamos explorar nesta edição.

A lógica mudou

Hoje, as plataformas priorizam conteúdos que geram conexão, retenção e conversa — e não promoções diretas ou autopromoção excessiva. Para crescer com consistência, você precisa entender que o conteúdo é o primeiro produto que sua audiência consome. Se ele não entrega valor, dificilmente a venda vem depois.

Dados mostram que 45% das pessoas deixam de seguir marcas por excesso de propaganda. E 74% desistem da compra quando sentem que estão sendo empurradas para isso (Tint). Ou seja, o que ainda parece lógica de marketing para muita gente, já se tornou ruído para o consumidor.

Conteúdo relevante, que ajuda, inspira ou diverte, cria envolvimento real — e engajamento é o que move o algoritmo.

Em quais tipos de conteúdo vale continuar investindo?

Infográfico: tipos de conteúdo nas redes sociais que mais gera ROI.

Em 2024, o conteúdo engraçado foi o que mais gerou ROI entre as marcas respondentes. Isso não significa que tudo precise ter humor, mas revela algo importante: conteúdo leve com intencionalidade pode ser extremamente poderoso para os negócios.

O que mais performa hoje é o conteúdo que equilibra clareza, proximidade e estratégia. Aquele que informa com contexto e entretém com intencionalidade. E é exatamente aí que o infotenimento se consolida.

Mas vale a provocação: estamos banalizando o conteúdo nas redes ou aprendendo finalmente a nos comunicar como as pessoas consomem? Remar contra o comportamento do público nunca funcionou. Mas seguir qualquer tendência sem critério também não gera marca.

No fim, o feed não valoriza quem fala mais bonito. Valoriza quem cria conexão de verdade.

A lógica sobre os formatos de conteúdo

Reels continuam sendo o formato com maior entrega no Instagram, mas não porque o app “escolheu” esse caminho. A lógica agora é outra: o comportamento das pessoas mudou — e a plataforma segue essa dinâmica. O formato funciona bem porque os usuários passam mais tempo consumindo vídeos curtos, o que naturalmente faz com que o algoritmo priorize esse tipo de conteúdo.

O Reels é ideal para a fase de descoberta da jornada do cliente. Ele alcança quem ainda não te conhece e atrai novos seguidores. Mas atenção: depender só de Reels pode limitar sua frequência de impacto e prejudicar a construção de autoridade.

Se você não aparece com consistência para as mesmas pessoas ao longo da semana, sua marca perde espaço na memória delas — e isso afeta diretamente a intenção de compra.

Por isso, é estratégico diversificar os formatos:

  • Stories e imagens fortalecem a consideração, aprofundam o relacionamento e aumentam sua frequência com quem já te segue.
  • Carrosséis entregam valor mais denso e são ótimos para conteúdos informativos que avançam seu público rumo à conversão.

E agora, com os carrosséis podendo ser recomendados na aba dos Reels (quando têm música, por exemplo), o jogo ficou ainda mais interessante.

Cada formato tem um papel. O Reels te apresenta, mas o restante do conteúdo é o que sustenta a relação. Diversificar formatos não é sobre estética — é sobre lógica de entrega, retenção e construção de marca.

Não é o Instagram que privilegia um formato; é o comportamento das pessoas que dita o que performa. Seu papel é se adaptar a isso com inteligência.

Como driblar o algoritmo?

Muita gente ainda busca o “melhor horário”, “formato perfeito” ou “hack da vez” como se o algoritmo fosse um vilão a ser vencido.

Mas o algoritmo nunca foi o problema em si e não precisa ser “driblado”.

O algoritmo só entrega o que faz sentido pra quem consome. Se o conteúdo não retém, não envolve, não gera identificação ou resposta emocional… ele não converte. Nem com impulsionamento.

Infográfico: com que frequência as empresas publicam nas redes sociais.

Ao invés de tentar burlar o algoritmo, o foco deveria ser:

  • Aprofundar a mensagem (não só a frequência)
  • Gerar valor que conecta (não só performance)
  • Sustentar consistência com propósito (não com repetição)

O conteúdo certo, com estratégia clara, é entregue pelo algoritmo de forma natural. Porque ele entende comportamento. E comportamento responde à relevância, não ao truque.

A lógica deixou de ser sobre conversão e virou sobre conexão

A jornada de compra hoje acontece em ciclos de micro interações, onde a confiança é construída antes de qualquer oferta.

Micro Interações ➡️ Confiança ➡️ Conversão

Em 2025, retenção e engajamento superaram vendas como principais metas no social.

Mas se esse conteúdo não gera vínculo real, ele pode até alcançar, mas não engaja, não converte e não sustenta.

Alcance e visibilidade não bastam. O que transforma atenção em resultado é a capacidade de criar vínculos, provocar identificação e construir memória de marca.

O público se conecta com:

  • Histórias reais
  • Bastidores e vulnerabilidade
  • Conteúdos que falam da dor dele e não só da sua solução

Quando o conteúdo tenta agradar o algoritmo antes de ser relevante para pessoas, ele alcança… mas não constrói nada duradouro.

Ou seja, não é o algoritmo que limita a performance. É a ausência de direção que transforma conteúdo em ruído.

Algumas ações podem ajudar a mudar esse cenário:

  • Repensar o papel de cada conteúdo dentro da jornada do público.
  • Ter clareza sobre o objetivo de cada mensagem.
  • Priorizar consistência com intencionalidade, e não apenas frequência

Quando marcas se comportam como pessoas, interagem nos comentários e participam das conversas com o público, deixam de ser apenas uma “empresa vendendo algo” e passam a ser vistas como referência em sua comunidade. Isso muda a percepção de valor — e aumenta a confiança.

O caminho é claro: pare de interromper e comece a participar. Invista em conteúdos que façam sentido para quem consome, entre nas conversas certas e estimule interações reais. Isso fortalece sua autoridade, aumenta o alcance orgânico e, com o tempo, constrói uma audiência que compra por afinidade, e não por insistência.

A virada de chave está em parar de pensar em “como vender mais com um post” e começar a pensar em “como criar uma comunidade em torno daquilo que eu acredito”.

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