[Kiso Insights] Social Media: o futuro da profissão

KISO INSIGHTS 98
Sumário

Pontos principais do artigo:

O universo das mídias sociais no Brasil não para de se reinventar. A cada ano, vemos mais profissionais e empresas mergulhando nesse mar de algoritmos, métricas, criatividade e, claro, muitos desafios.

Em 2026, encontramos um mercado mais maduro. Profissionais que já não estão apenas postando conteúdos, mas planejando, analisando, cobrando resultados e ocupando espaços estratégicos nas empresas e agências.

O social media, cada vez mais, deixa de ser aquele faz-tudo escondido atrás da tela para se tornar peça central nas conversas sobre crescimento, marca e negócios.

Rafael Kiso, CMO da mLabs

Nesta edição, você encontra um retrato do mercado, com suas dores, avanços e ambições.

O perfil atual do mercado de mídias sociais no Brasil

Hoje, 47% dos profissionais atuam como freelancers ou autônomos. É quase metade do mercado. Em seguida, 25% são fundadores ou sócios de agência. Dentro das empresas, 20% são funcionários internos — e apenas 8% são funcionários de agências. Esse recorte, por si só, já diz muito sobre como a profissão se organizou: ela cresceu “para fora” antes de crescer “para dentro”.

E tem outro ponto que muda o tom da conversa: 65% dos profissionais têm mais de 3 anos de atuação. Entre as agências, 48% têm mais de 3 anos e 21% já ultrapassaram 10 anos de mercado.

Todos os dados acima e desta edição são Panorama Agências e Profissionais de Mídias Sociais no Brasil 2025.

Com base nesses dados, percebemos que a narrativa do “mercado só tem iniciante” não explica mais tudo. A base ganhou tempo de estrada, mas isso nos leva a uma pergunta mais interessante (e mais difícil): tempo de atuação é sinônimo de maturidade?

O mercado amadureceu?

Na prática, maturidade não é cronômetro, é critério. Por isso, proponho sair do  “tempo de atuação” e analisar em níveis. Porque os níveis mostram comportamento, cultura e tipo de decisão, e isso vale tanto para profissionais quanto para empresas.

Quando olhamos para maturidade, dá para organizar em quatro níveis e isso vale tanto para desenvolver estratégia quanto para estruturar uma esteira de serviços como agência ou social media. Também ajuda você a identificar onde está.

Infográfico: os níveis de maturidade nas redes sociais.

Nível 1 — Reputação

Decisões baseadas em indicadores como seguidores, engajamento, viralização.

Aqui entram profissionais iniciantes e empresas (inclusive grandes) que ainda têm isso como principal objetivo.

E um ponto importante: às vezes, o profissional quer “dar um salto” e entregar planejamento estratégico, mas o cliente não está preparado. Ele não valoriza (nem paga) pelo que você quer entregar, porque ainda não tem cultura e mentalidade para ter certas conversas.

Nível 2 — Qualidade da audiência

Aqui você sai do “número absoluto” e passa a olhar se a audiência faz sentido: retenção, perfil de quem comenta, se o público é compatível com o ICP, se os seguidores são do país certo etc.

Nível 3 — Venda / Performance

Foco em indicadores de leads e vendas, com uso de um arsenal mais previsível: tráfego pago, influência e uma lógica de performance mais estruturada, sem depender só do orgânico.

Nível 4 — Sustentabilidade

O jogo muda: é menos sobre o próximo lead e mais sobre cliente.

É usar redes sociais como ambiente social: relacionamento com clientes, conteúdo exclusivo, transformar cliente em promotor, reduzir custo de aquisição, e até diminuir volume de posts porque os próprios clientes estão falando de você.

Isso se conecta com a jornada do consumidor: descoberta, consideração, conversão, experiência própria e experiência compartilhada e é nessa última parte que o “bumerangue” acontece: o cliente vira promotor e reinicia o ciclo.

Infográfico: jornada do consumidor segundo a metodologia Unbound Marketing.

O que faz, de fato, um social media?

Essa ainda é uma atividade relativamente recente, e estamos vendo novas funções surgindo dentro do digital. Mas quando falamos de “social media”, parece que estamos falando de um profissional que faz absolutamente tudo.

Se olharmos para o Panorama, as principais funções atribuídas aos profissionais de mídias sociais incluem:

  • Criação de conteúdo
  • Estratégia e planejamento de marketing
  • Branding e posicionamento de marca
  • Eventos e ativações
  • CRM, e-mail marketing e automação
  • Gestão da equipe de marketing

Mas cada uma dessas funções poderia ser uma profissão própria.

Soma-se a essa confusão, a baixa barreira de entrada.

Basta ter um Instagram e dizer que presta o serviço. O problema é que essa entrada massiva gera três efeitos:

  • Aumento de experiências ruins para as empresas.
  • Competição por preço e não por valor.
  • Confusão sobre o que o social media realmente entrega.

Social Media é Comunicação ou Marketing?

A redefinição do papel do social media passa pelo entendimento do sistema como um todo: produto, preço, distribuição, estratégia, posicionamento, e tomada de decisão. Isso tem a ver com marketing e o impacto gerado no negócio.

Não se trata de abandonar a comunicação, mas evoluir além dela. É assim que você sai do “achismo” e começa a pensar com lógica, sendo mais estrategista e menos “fazedor de post”. Deixar de ser alguém que só executa conteúdo e começar a ajudar o cliente a gerar resultado real por meio das mídias sociais.

E isso nos leva a uma questão central.

Qual é o ROI do social media?

No Panorama, um dos principais desafios é provar o valor do trabalho. Porque, muitas vezes, não há clareza sobre qual resultado está sendo gerado. E se não há resultado mensurável, não há ROI.

Se houvesse resultado evidente, provar valor seria simples. Mas talvez o problema não seja apenas “não dar resultado”. Às vezes, o profissional sequer sabe definir claramente o que é resultado no contexto daquele negócio.

E isso nos leva de volta à pergunta anterior: “O que, de fato, faz um social media?”

Enquanto essa resposta não for clara — para o profissional, para o cliente e para o mercado — a discussão sobre maturidade continuará aberta.

Tendências e previsões para o mercado em 2026

Quando o assunto é faturamento em 2026, o cenário é otimista. 41% dos profissionais e agências acreditam que o faturamento vai aumentar significativamente, enquanto 33% projetam crescimento moderado. Existe confiança no mercado, mas também uma mudança clara na forma como os profissionais enxergam a própria carreira.

Pensando nos próximos três anos, 30% afirmam que gostariam de mudar de trabalho, 25% querem crescer onde estão e 21% desejam empreender. Ou seja, há um movimento forte de transição e reposicionamento. A pergunta que surge é: o que vai separar o profissional amador daquele estrategista que realmente gera resultado?

Uma visão apontada é a necessidade de se tornar um profissional “T-shaped”: alguém generalista, com visão ampla do digital, mas com pelo menos duas especializações fortes — seja em performance, branding ou conteúdo. Com o avanço da IA, testar rápido, validar hipóteses e operar com mentalidade de crescimento deixa de ser diferencial e passa a ser requisito.

Outra perspectiva reforça a importância do autoconhecimento e da especialização estratégica. Entender o todo é essencial, mas construir carreira sustentável exige foco. Posicionamento claro atrai melhores clientes, gera indicação e tira o profissional da disputa por preço. Especialista é contratado pela competência, não pelo valor mais baixo.

Sob uma ótica mais orientada a dados, a habilidade decisiva tende a ser capacidade analítica. Segundo o Fórum Econômico Mundial, análise de dados, pensamento crítico e pensamento criativo lideram as competências do futuro. Quem interpreta dados, formula hipóteses e testa com método se torna mais estratégico e indispensável.

O mercado caminha para um profissional menos “operador de post” e mais analista de negócio. Crescer não será apenas questão de produzir mais conteúdo, mas de compreender impacto, validar decisões e construir vantagem competitiva real.

Faz sentido?

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