Criar conteúdo com Inteligência Artificial não é mais uma tendência, é a realidade.
Em 2026, é previsto que 90% do conteúdo online será criado pela I.A.
De um lado, mais facilidade de uso, possibilidades de entrega, agilidade e um custo menor. Do outro, crescem as preocupações sobre autenticidade e regulação.
Olhando para o cenário de 2026, e se a maior vantagem competitiva não for a I.A. mais nova, ou o melhor “hack” de algoritmo?
E se for a única coisa que não pode ser copiada?
A tese desta edição é uma mudança sísmica: da atenção para a conexão, tendo a busca por autenticidade como catalisadora.
Até onde faz sentido deixar a I.A. te substituir nas mídias sociais?
A I.A. está ganhando cada vez mais espaço, mas nem tudo que pode ser feito pela I.A. deveria ser feito por ela. A eficiência é importante, mas o que realmente sustenta um perfil nas mídias sociais é a percepção de humanidade, algo que ainda não pode ser substituído pela IA.

O tom ideal para um contexto, a intenção de uma mensagem, o momento exato de se posicionar, tudo isso ainda depende de leitura de ambiente.
No fim, é preciso compreender o que faz parte da essência da marca e o que pode ser apoiado pela I.A. É a partir dessa fronteira bem definida que a I.A. deixa de ser uma ameaça e passa a ser uma aliada.
Como vender mais no Instagram?
Antes de qualquer venda, vem a confiança. Ninguém compra sem ter alguma segurança de que aquilo faz sentido. E essa confiança costuma surgir bem antes da oferta aparecer.

Em muitos casos, ela vem por indicação. Alguém em quem você confia aponta o caminho e boa parte da dúvida desaparece. Em outros, acontece da decisão passar pelo próprio perfil. Pelo jeito de explicar, pela clareza do que é dito, pela sensação de que existe repertório ali, e não apenas vontade de vender.
É nesse ponto que muita gente se perde. Na tentativa de acompanhar o que “funciona”, perfis acabam mudando demais e enfraquecem aquilo que os tornava reconhecíveis.
No fim das contas, perfis que vendem mais não são os que falam melhor do produto ou serviço, mas os que conseguem ser reconhecidos pelo jeito de pensar.
Em um feed cada vez mais cheio de conteúdos parecidos, confiança vira um ativo raro, e quem constrói isso com consistência é escolhido com muito menos esforço.
💡 Construir confiança leva tempo, mas o conteúdo autêntico e autoral pode encurtar esse caminho.
Relevância ainda se constrói com conteúdo?
A relevância de uma marca nas mídias sociais não nasce da quantidade de posts que ela faz, mas da profundidade com que ela entende quem quer alcançar. E entender vai além de seguir o algoritmo, é preciso decifrar o comportamento e o contexto que movem as pessoas.

Marcas reconhecíveis são marcas verdadeiras
Quase metade das pessoas só considera uma marca relevante quando sente que ela entende suas necessidades, e 40% busca encontrar personalidade no conteúdo, um sinal claro de que o público quer vínculos mais reais.
O problema é que muitas marcas confundem presença com propósito. Produzem muito, mas comunicam pouco. E quanto mais o conteúdo se afasta da essência, mais a marca se torna genérica.
No cenário atual, onde todos comunicam o tempo todo, o que diferencia não é quem fala mais, mas quem consegue ser lembrado pelas razões certas.
As marcas que conseguem mostrar quem são, e não apenas o que vendem, criam uma familiaridade difícil de replicar.
No fim, relevância não se mede pelo alcance, mas pelo impacto que permanece depois que o conteúdo acaba.
A I.A. pode ampliar a eficiência, mas não substitui a humanização.
Perfis que trocam humanização por escala até crescem em volume, mas encolhem no que realmente importa: a conexão.
E sem conexão, não existe confiança. Sem confiança, não existe venda.
Quanto mais o conteúdo sintético se multiplica, mais a autenticidade vira diferencial competitivo.
No excesso de “mais do mesmo”, o humano ainda é o que sustenta a relevância.
Autenticidade deixou de ser discurso bonito: é o que faz alguém parar de scrollar a tela, reconhecer a voz e sentir que há verdade ali.
A confiança não é fruto do alcance viral, mas da autenticidade frequente e consistente, que se atreve a ser humana em meio ao ruído artificial e um feed que virou eco.
O desafio de 2026 é parar de criar para o algoritmo e começar a criar para as pessoas.
Faz sentido para você?
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