31 de dezembro de 2025, enquanto o mundo se preparava para o réveillon, Adam Mosseri (CEO do Instagram) publicou um carrossel sobre o novo ano da plataforma.
Com o avanço da I.A., a autenticidade está se tornando um recurso escasso, o que aumenta (e não reduz) a demanda por conteúdo criado por pessoas. Segundo Mosseri, o nível de exigência está mudando de “o que você consegue criar?” para “o que só você pode criar?”.
Nesta edição, entenda para onde a plataforma e o comportamento dos usuários seguirá em 2026.
O ano da autenticidade no Instagram
Provavelmente você acorda e passa pelo menos uns 10 minutos rolando o feed. E honestamente, você consegue se lembrar do que viu depois de um tempo?
Eu não consigo lembrar de uma única coisa que eu vi no final do dia, muito menos no dia seguinte. Parece tudo igual. O mesmo áudio, o mesmo formato viral, o mesmo gancho. É como se estivéssemos presos em uma sala de espelhos infinita.
Além disso, ninguém aguenta mais conteúdo raso, genérico, superficial. Os feeds estão cheios de conteúdo, mas vazios de humanidade, daquilo que a I.A. não é capaz de replicar.
Nesse cenário de cansaço, a demanda por conteúdo autêntico é cada vez maior. Mas o que é autenticidade?
Autenticidade não é um estilo de fala, não é ser perfeito ou vulnerável demais. É sobre ter uma perspectiva que só você tem, baseada na sua experiência de vida, nos seus erros, na sua visão de mundo única, mesmo dentro de uma trend ou assunto em alta.
Autenticidade não é criar do zero. Portanto, você pode e deve usar dados sobre o que funciona nas redes para se inspirar. Mas, seu conteúdo tem que trazer a sua vivência.
Todo mundo pode copiar formatos. Ninguém consegue copiar repertório.
Feito por I.A. ou por humanos?
Será que você realmente sabe identificar quando um conteúdo foi feito por I.A.?

Nessa pesquisa, feita com 100 pessoas, elas analisaram 50 posts. Metade criados por humanos, metade por I.A. A missão era adivinhar quem criou cada conteúdo.
64% das pessoas não souberam, e esse é um verdadeiro problema. A produção em escala, impulsionada pela I.A., fez o conteúdo se multiplicar, mas também o tornou cada vez mais do mesmo.
A I.A. facilitou criar em escala, mas pasteurizou o conteúdo. Atenção se tornou commodity. Temos que sair da atenção para a conexão. Temos que ser mais autênticos na era da IA e dos feeds que viraram eco (tudo igual).
Como viralizar no Instagram em 2026 sem parecer apenas uma cópia?
Com o alcance orgânico em queda, como criar Reels que viralizam do jeito certo (sem atrair seguidores desqualificados)?
Mais de 23 mil posts virais foram analisados e eles tinham uma combinação de características em comum: assunto em alta ou trend, alto engajamento, perspectiva única sobre o assunto ou algo novo, e impacto emocional.

Ao nos aprofundarmos sobre os dados, vemos o que faz um conteúdo viralizar no Instagram:
✅ Alto Engajamento É a capacidade de gerar conversas. Quanto mais diálogo, maior a chance de crescer organicamente.
✅ Novidade Trazer algo novo ou uma nova perspectiva desperta curiosidade e faz o público parar para prestar atenção.
✅ Trend ou assuntos em alta Estar dentro do contexto cultural do momento faz o público sentir que você faz parte da conversa.
✅ Identificação O fator “isso é pra mim”, “eu tenho essa dor ou desejo”. As pessoas dão atenção para aquilo que gera conexão.
✅ Impacto emocional Mostrar sua verdade e vivência cria vínculo. Histórias autênticas e emoções genuínas geram empatia, e é isso que faz o público se lembrar de você.
Entrar em assuntos em alta no seu mercado abre a porta da descoberta e a sua opinião abre a porta para as conversas através dos comentários. Esse conjunto sustenta o alcance. Quando isso acontece, o algoritmo entende que há valor sendo trocado e distribui mais.
O conteúdo ganha força quando tem autenticidade. Reels com maior alcance funcionam quando trazem essa camada humana e perspectiva única.
Estamos vivendo um ponto de virada, você vai aproveitá-lo?
Quando todo mundo cria para o algoritmo, o diferencial passa a ser criar para as pessoas e traduzir o que te torna único.
A chave para 2026 é usar a I.A. como meio e não como fim, para potencializar o seu DNA criativo e tornar a autenticidade a base da sua estratégia de conteúdo.
No fim, a realidade é que a tecnologia pode até executar, mas é a estratégia que orienta.
E, em 2026, a autenticidade será o verdadeiro diferencial.
Faz sentido?
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