Durante um bom tempo, crescer nas mídias sociais foi sinônimo de otimização. Ajustar formatos, acompanhar tendências, aumentar frequência, entender o que o algoritmo favorece. Com a entrada da I.A., esse processo ficou ainda mais rápido e acessível, o que ampliou a capacidade de produção em escala.
O reflexo aparece no feed. Conteúdos bem executados, corretos do ponto de vista técnico, mas cada vez mais pasteurizados. A atenção continua existindo, mas a sensação de conversa vai ficando rara e o reconhecimento só diminui.


Nesse cenário, alguns perfis até ganham escala, mas acabam perdendo o vínculo com a sua audiência. E vínculo nasce de clareza sobre o que está sendo dito, para quem isso faz sentido e por que aquilo existe além da performance.
Em meio a tanta repetição, o que faz alguém parar, reconhecer e voltar é perceber humanidade onde quase tudo soa automático. Nesta edição, vamos analisar com base em dados como combinar o avanço tecnológico, o comportamento de consumo e o fator humano.
Como ser autêntico no Instagram?
Autenticidade não é “falar desenrolado” nem transformar o feed em diário aberto. No contexto de conteúdo, autenticidade é verdade aplicada à experiência. É quando você fala daquilo que viveu, testou, errou e aprendeu, em vez de apenas repetir o que já está circulando no seu nicho. É isso que faz o público perceber que ali tem alguém que pratica o que fala.
A diferença entre um conteúdo genérico e um conteúdo autoral quase nunca está no tema, mas no ponto de vista. Qualquer um pode listar boas práticas de gestão, mas poucos conseguem contar com contexto o dia em que precisaram demitir alguém ou assumir um erro com o time. Histórias carregam consequência, nuance e emoção, e é isso que faz a sua mensagem ser lembrada e comentada.
Você pode usar I.A. para organizar ideias, estruturar roteiros ou testar variações de gancho, mas ela não viveu as suas decisões difíceis, não conhece o bastidor das suas escolhas e não sente o seu mercado como você sente. Quando o conteúdo nasce só da ferramenta, ele soa pasteurizado. Quando nasce da sua leitura do mundo e usa a ferramenta como apoio, ele ganha densidade sem perder identidade.
Ser autêntico, na prática, é trocar o “todo mundo já falou isso” pelo “só eu posso contar desse jeito”. É sair da superfície das fórmulas prontas e entrar em histórias, exemplos e análises que só você consegue entregar.
Você está otimizando o conteúdo para o engajamento ou para a atenção?
Um estudo com 100 profissionais de marketing mostrou que o tempo de exibição é o fator mais determinante para gerar visualizações nas mídias sociais. Mas essa informação levanta uma questão: será que estamos criando para reter ou apenas para reagir?

Estamos entrando na era da atenção qualitativa, em que as plataformas passam a premiar quem consegue sustentar o interesse do público. O algoritmo lê permanência como sinal de valor, e isso muda a lógica da criação, exigindo narrativas mais envolventes e clareza no propósito do conteúdo.
Quando olhamos para as interações, essa hierarquia fica ainda mais clara. Salvamentos costumam ser interpretados como alta relevância, mas comentários indicam um nível maior de comprometimento. Enquanto salvar pode ser um gesto rápido, comentar exige processamento e disposição para dialogar.
No fim, a atenção deixou de ser consequência do conteúdo e virou critério de relevância. O desafio agora é criar algo que o público queira permanecer, não apenas consumir.
O algoritmo do Instagram está mudando.
O problema do Instagram hoje não é a falta de conteúdo, é o excesso de conteúdo parecido. A plataforma percebeu que repetir formatos, áudios e estruturas virais até o limite gera volume, mas não gera vínculo. E quando o vínculo cai, o tempo de tela do usuário cai junto. Assim ele muda para corrigir esse comportamento.
📊 O ranking passou a refletir algo simples: atenção não é mais suficiente. Conteúdos genéricos até geram visualizações, mas não sustentam retenção, interação nem memória de marca. O público rola, consome, esquece. E para a plataforma, isso é um sinal claro de baixo valor. Alcance sem conexão virou métrica fraca.
Por isso o Instagram começa a priorizar conteúdos que carregam contexto humano. Não é só o que você fala, é de onde isso vem. Experiência, repertório, opinião, leitura própria. A inteligência artificial acelera a estrutura, mas não cria ponto de vista. Quando todo mundo usa as mesmas fórmulas, quem traz vivência real vira exceção.
Essa é a virada silenciosa do algoritmo: menos recompensa para quem copia rápido, mais espaço para quem constrói identidade.
Você está criando para o algoritmo ou para as pessoas?
Muita gente acha que está criando conteúdo, mas na prática está só tentando decifrar o algoritmo. Ajusta o formato, copia tendência, muda o gancho, acelera o corte, encaixa o áudio do momento. E isso até pode gerar entrega. Mas quando você cria só para “performar”, o conteúdo vira um produto feito para agradar o algoritmo, não uma pessoa.
E aí acontece o efeito mais comum hoje: o conteúdo até alcança, mas não retém, porque quem decide ficar é o cérebro humano. Se a pessoa não entende rápido por que aquilo importa, ela desliza. Por isso a métrica mais importante não é visualização. É retenção, salvamento, comentário e resposta. Esses sinais sociais mostram que você não só apareceu, mostram que você gerou significado.
E o algoritmo não é um juiz com gosto próprio, ele só amplifica comportamento.
Se o seu conteúdo gera conversa, ele tende a entregar mais. Se não gera reação real, ele tende a diminuir a entrega. O problema é que muita gente tenta “enganar” o sistema com técnica, quando o que sustenta distribuição é simples: relevância percebida.
Você está criando para ser visto ou para ser lembrado?
Menos conteúdo genérico, mais conteúdo autêntico.
Conteúdo feito para pessoas têm contexto, opinião, vivência e identidade. E quando isso existe, o algoritmo vira consequência. Ele só faz o que sempre fez que é entregar aquilo que as pessoas decidiram que vale a pena.
O presente e o futuro da criação de conteúdo é tecnológico na operação, humano na essência.
A nova era da criação de conteúdo exige uma assinatura que só você tem, usando a I.A. para potencializar a sua mensagem e seus resultados.
Faz sentido?
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