Eis a necessidade de D.I.R.E.Ç.Ã.O nessa era da IA

Capa Kiso Insights - era de IA
Sumário

Pontos principais do artigo:

Hoje, qualquer pessoa consegue criar conteúdo em minutos com IA e isso muda o jogo.

Não porque a inteligência artificial seja um problema, mas porque ela aumenta a velocidade de execução. E quando a execução aumenta sem clareza estratégica, o que era apenas desorganização vira caos em escala.

Existe muita gente se movendo. Publicando mais. Testando mais. Produzindo mais. Mas nem todo movimento representa avanço.

A pergunta que fica é: você está criando conteúdo com direção ou apenas aumentando o volume daquilo que ainda não está claro?

Veja abaixo o que os dados mostram sobre o assunto.

Na era da IA, qual é a real vantagem competitiva?

Segundo os dados apresentados pela NP Digital, o volume indexado de conteúdo criado por IA saiu de praticamente zero em 2021 para 56 em 2026, enquanto o conteúdo escrito por humanos caiu de 100 para 44 no mesmo período.

Gráfico comparando a quantidade de conteúdos escritos por humanos e conteúdos escritos por IA.

Ou seja: o conteúdo criado com IA deixou de ser exceção e passou a fazer parte do cotidiano.

O ponto é que, quando todo mundo consegue produzir, produzir deixa de ser diferencial.

A vantagem não está mais em conseguir criar um post, um roteiro, uma legenda ou uma sequência de conteúdos em menos tempo. Isso a ferramenta já resolve.

A vantagem passa a estar na capacidade de saber:

  • o que precisa ser criado;
  • para quem;
  • com qual objetivo;
  • em qual canal;
  • com qual mensagem;
  • em qual etapa da jornada;
  • com qual critério de análise.

Sem isso, a IA apenas acelera a produção de conteúdos que talvez nem deveriam existir.

É por isso que eu tenho repetido: o problema não é a IA. É o que você está escalando com ela.

Mais uso = mais maturidade?

De acordo com o dado apresentado pela HubSpot, 91% dos profissionais de marketing já usam IA na produção de conteúdo.

Mas existe uma diferença importante entre adoção e maturidade.

Usar IA para produzir mais é uma coisa. Usar IA dentro de uma estratégia documentada, integrada e mensurável é outra.

Segundo dados da Content Marketing Institute (CMI) e Digital Applied 2026, apenas 37% têm uma estratégia de conteúdo realmente documentada e integrada. E só 19% mensuram indicadores de conteúdos criados por IA.

Isso explica uma parte do problema: tem muito teste acontecendo, mas pouca direção.

E, sem direção, a IA pode gerar uma falsa sensação de produtividade. Você termina o dia com mais conteúdos prontos, mais ideias no calendário, mais versões de copy e mais possibilidades de publicação.

Só que produtividade sem critério pode ser apenas excesso.

O ponto central não é criar mais rápido. É reduzir o desperdício de criação e provar resultado, algo que 51% dos profissionais declararam ser um grande desafio no Panorama Profissionais de Mídias Sociais 2025.

A minha missão ao formar os cientistas das mídias sociais é sanar essa dor e mostrar como usar o conectar o conteúdo das mídias sociais ao crescimento do negócio em audiência e faturamento.

A falta de clareza está no conteúdo ou no negócio?

Quando uma marca não sabe exatamente quem é seu Ideal Customer Profile (ICP), o conteúdo tende a falar com todo mundo. Se não existe clareza de persona, o conteúdo fica genérico.

Quando o diferencial não está bem definido, a comunicação se apoia em promessas parecidas com as do mercado. E se a proposta de valor é fraca, a IA tende a devolver textos bem escritos, mas pouco estratégicos.

Esse é um ponto importante: muitos desafios nas mídias sociais não começam no conteúdo. Começam na falta de clareza do próprio negócio.

Se o negócio não tem clareza sobre público, posicionamento, diferencial, dores, desejos, proposta de valor e tom de voz, o conteúdo dificilmente terá.

E não será um prompt que vai resolver isso. A IA não resolve uma estratégia ausente, ela amplifica o que já existe.

Se existe clareza, ela ajuda a ganhar velocidade. Se existe confusão, ela ajuda a espalhar essa confusão com mais eficiência.

Por isso, velocidade sem direção só acelera o erro.

O diferencial não é a ferramenta é ter direção

12 milhões de posts por minuto nas mídias sociais e a previsão é de que 90% do conteúdo online seja criado por IA em 2026.

Soma-se a isso o alcance orgânico em queda, algoritmos mais criteriosos e mídia paga mais cara.

Nesse cenário, o que gera resultado não é volume. É estratégia.

Em 2026, o desafio já não é apenas produzir mais. Não é estar em mais canais, nem usar Inteligência Artificial.

O verdadeiro desafio é gerar mais resultados em um contexto multicanal, usando a IA como alavanca, sem perder o lado humano da comunicação.

Por isso, é preciso ter D.I.R.E.C.A.O.

  • Diagnóstico, para mapear seus desafios e oportunidades.
  • Intenção estratégica, para definir o que priorizar para crescer.
  • Recorte de público, para atrair quem tem maior potencial de conversão.
  • Essência da marca, para se destacar e não competir só por preço.
  • Canais e jornadas, para transformar desconhecidos em clientes e clientes em promotores.
  • Arquitetura de conteúdo, para transformar suas publicações em resultado concreto.
  • Otimização, para ajustar a rota com base em dados e atingir os objetivos do negócio.
Significado do acrônimo DIREÇÃO, importante na era da IA.

Por que as marcas que crescem em 2026 planejam antes de publicar?

Antes de produzir, é preciso diagnosticar o negócio, o mercado, os concorrentes, benchmark, identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Depois, definir a intenção: objetivos, metas, KPIs e North Star.

Em seguida, fazer o recorte: ICP, personas, dores, desejos, proposta de valor e posicionamento.

Também é preciso ter essência: brand persona, tom de voz, princípios, manifesto e narrativa.

Só depois disso faz sentido olhar para canais,jornada de compra, pontos de contato e mapas de influência.

E então construir a arquitetura de conteúdo: editorias, territórios, formatos, ideação, calendário, mídia paga, influenciadores; para depois otimizar os resultados através de processos, playbooks, automação e escala com IA.

Todo mundo pode ter a mesma ferramenta. Nem todo mundo terá o mesmo resultado.

Esse é um dos pontos mais importantes dessa discussão.

O cenário é o mesmo. As ferramentas são as mesmas. O algoritmo é o mesmo. Mesmo assim, os resultados são completamente diferentes.

Isso acontece porque a diferença não está apenas no acesso à ferramenta, mas na qualidade das decisões antes da execução.

Quem tem direção usa IA para acelerar o que faz sentido. Quem não tem direção usa IA para produzir mais do mesmo.

E o público percebe. 77% dos consumidores engajam mais com conteúdos genuínos, autênticos e relacionáveis. Isso reforça uma lógica simples: copiar não cola.

Conteúdo genérico em escala tende a repetir o mesmo tom, o mesmo formato e a mesma promessa. Pode até parecer eficiente no curto prazo. Mas, no longo prazo, dificulta a diferenciação.

No fim, a IA não elimina a necessidade de estratégia. Ela aumenta essa necessidade. Porque, quanto mais fácil fica produzir, mais importante se torna saber por que produzir.

A pergunta não é mais “como criar mais conteúdo?”.

É: qual direção sustenta tudo o que você está criando?

Faz sentido?

Para você se aprofundar:

Conteúdo autêntico na era da IA

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