[Kiso Insights] Nunca se precisou tanto de Social, mas entregar só posts não basta mais.

Capa - Kiso Insights - Social
Sumário

Pontos principais do artigo:

Durante anos, muita gente tratou Social como sinônimo de frequência de postagem, calendário editorial e feed organizado. Isso fez sentido em uma fase do mercado. As empresas estavam entrando no digital, a produção consistente era escassa e o profissional que sabia “fazer acontecer” tinha espaço.

Mas a régua mudou.

Hoje, a demanda por Social continua crescendo. Só que ela vem acompanhada de uma exigência muito maior: o cliente não quer apenas presença. Ele quer entender o que aquela presença gera para o negócio. Quer leads, vendas, ROI e clareza.

E é aqui que aparece o paradoxo: nunca se precisou tanto de Social, mas nunca foi tão insuficiente entregar Social apenas como execução.

O que o mercado passou a cobrar de Social?

O primeiro ponto que me chama atenção no Panorama Agências e Profissionais de Mídias Sociais 2025 da mLabs é o descompasso entre o que o cliente cobra e o que o profissional mede. Segundo o estudo, 48% dos clientes e lideranças consideram geração de leads qualificados como indicador de sucesso de Social. Outros 46% consideram vendas diretas.

Só que, do outro lado, apenas 16% dos profissionais acompanham vendas geradas como métrica do trabalho. E apenas 16% acompanham leads captados.

Faz a conta.

Quase metade dos clientes já olha para Social como um canal que precisa contribuir com resultado de negócio. Mas a maior parte dos profissionais ainda responde com alcance, engajamento, impressões e seguidores. Não é que essas métricas não importem. Elas importam. O problema é quando elas não se conectam com nada depois.

Esse é o ponto de virada: Social deixou de ser avaliado apenas pela presença e passou a ser cobrado pela contribuição estratégica. O cliente quer saber o que aconteceu no negócio por causa do que foi feito no conteúdo, na distribuição, na conversa e na jornada.

Para onde está indo a verba de marketing em 2026?

O orçamento de marketing está migrando. O social é o destino e essa é uma oportunidade que exige maturidade.

Números: como verbas de outros canais estão sendo realocadas para o Social (redes sociais).

Os líderes de marketing já estão realocando verba de canais consolidados, como busca paga, e-mail e SEO, para o social. Em praticamente todos os canais analisados, menos de 20% afirmaram não ter planos de mover nada.

Isso significa uma coisa muito concreta para quem presta serviço de social media: a demanda está crescendo e o dinheiro disponível para o canal também.

Mas aqui está o ponto que pouca gente fala. Mais verba no social não é só uma boa notícia. É uma exigência de maturidade.

Clientes com orçamento maior esperam estratégia mais sofisticada, relatórios mais sólidos, resultados que se conectam ao negócio, não só ao alcance.

O profissional que não estiver preparado para gerir esse nível vai perder a oportunidade para quem está. A janela está aberta. A questão é se você tem o repertório para entrar por ela.

A crise interna do mercado de Social

Apesar da oportunidade aberta, 2 profissionais de social media têm enfrentando sérios desafios para sobreviver no mercado: o “fazedor de posts”e o dono de agência.

O primeiro, o “fazedor de posts”, foi necessário durante anos para construir presença e ocupar feeds. Mas o cenário digital mais competitivo exige resultado mensurável, não apenas conteúdo solto.

Com o avanço da Inteligência Artificial, a barreira de produção de conteúdo caiu.

Hoje, quando qualquer pessoa consegue produzir mais peças em menos tempo. O diferencial passa a ser o resultado que a combinação entre conteúdo, distribuição, conversa, posicionamento e mensuração consegue gerar.

O colapso das agências, por sua vez, não nasce da falta de domínio técnico, mas da falta de gestão estratégica.

Panorama Agências e Profissionais de Mídias Sociais 2025 mostra sinais claros dessa fragilidade:

  • 75% das agências brasileiras dizem que o principal desafio é conquistar novos clientes qualificados;
  • 66% dizem que é escalar a operação sem perder qualidade;
  • 44% admitem que não sabem precificar corretamente seus serviços;
  • e 40% reconhecem que não conseguem organizar processos internos da equipe.

Isso revela que a exigência estratégica do Social não está apenas no conteúdo. Está também na operação.

Está na forma como a agência vende, precifica, organiza processos, apresenta resultado, educa o cliente e constrói uma relação baseada em valor percebido. Sem isso, a entrega fica presa em volume, urgência e improviso.

Como escalar uma agência nas mídias sociais?

Indicação de clientes é um ótimo sinal de confiança, mas não pode ser o único motor de crescimento. Quando toda a entrada de clientes depende de alguém lembrar de você, recomendar seu trabalho ou abrir uma oportunidade, a operação fica vulnerável. Crescer só por indicação pode até funcionar por um tempo, mas dificilmente cria previsibilidade.

Uma agência mais madura precisa construir demanda de forma intencional. Isso passa por posicionamento claro, autoridade percebida, proposta de valor bem definida e uma comunicação que mostre para o mercado por que aquele cliente deveria escolher você, e não apenas esperar alguém te recomendar.

Mas crescer uma agência não deveria significar apenas colocar mais clientes para dentro. Quando a operação ainda depende demais do dono, de processos improvisados e de uma equipe pequena tentando resolver tudo no braço, cada novo contrato pode aumentar o faturamento, mas também aumenta o risco de atraso, retrabalho e perda de margem.

A virada acontece quando a agência deixa de escalar apenas volume de trabalho e começa a escalar valor. Isso passa por organizar processos, clarear entregas, melhorar posicionamento, precificar melhor e construir uma operação que não dependa o tempo todo de apagar incêndios.

É exatamente isso que eu vou aprofundar nas aulas online do Social Media Exponencial, que acontecem dos dias 08 a 10 de junho.

A demanda por Social não desapareceu. Ela ficou mais sofisticada.

O mercado continua precisando de conteúdo, presença, conversa e distribuição. Mas agora ele quer que tudo isso seja conectado a uma lógica maior: aquisição, consideração, conversão, relacionamento, reputação, LTV e crescimento.

Por isso, a pergunta não é se ainda existe espaço para o Social Media. A pergunta é: qual versão do Social Media ainda faz sentido para o mercado que está se formando?

Na minha leitura, a resposta é clara: menos executor de posts, mais estrategista de negócio aplicado às mídias sociais. Menos entrega isolada, mais leitura de jornada. Menos vaidade, mais métrica conectada ao resultado.

Faz sentido?

Para você se aprofundar:

Como escalar uma agência de mídias sociais?

Neste episódio do Papo Social Media, eu recebo Breno Gomes , publicitário, sócio e Head de Marketing e Produtos na Partners, para um papo direto sobre crescimento de agências, precificação, posicionamento, aquisição de clientes e construção de uma operação sustentável. A conversa traz aprendizados práticos para quem é social media, gestor de tráfego ou dono de agência e quer estruturar o negócio para crescer com margem e previsibilidade.

Sumário
Contaê - Newsletter
Contaê - Newsletter

Assine nossa newsletter e não perca nenhum conteúdo da mLabs!

Pattern
Artigos Relacionados
Agende posts com a mlabs e economize horas de trabalho!
Você acaba de ganhar
30 dias grátis!
Ganhe 30 dias grátis!
Você acaba de ganhar
30 dias GRÁTIS

Integrações

PREÇOS