Leva tempo para amadurecer algo que realmente gere resultados. E com as mídias sociais não é diferente. O que começou como um canal de conexão entre pessoas virou canal de vendas, e agora se transforma de novo.
Hoje, estamos diante de um novo ciclo, a chamada Era Pós-Social, e entender essa transição pode ser o divisor entre quem vai continuar crescendo e quem vai ficar para trás.
⏰ O antes, o agora e o futuro: o pós-social
Nos últimos 10 anos, as mídias sociais mudaram consideravelmente. Não apenas em layout, recursos e formatos, o comportamento das marcas, criadores de conteúdo e consumidores mudou.
Antes:
- As pessoas estavam nas mídias sociais para manter relacionamentos.
- Ter presença digital era sinônimo de produzir e postar conteúdo.
- Excesso de autopromoção: tentar parecer autoridade a qualquer custo.
- Panfletagem digital: marcas falando do seu produto, mais preocupadas em extrair do que gerar valor.
Agora:
- As pessoas estão nas mídias sociais para se manterem atualizadas.
- A presença não é medida apenas por frequência: é sobre ter interações autênticas em outros espaços.
- As marcas buscam conversas relevantes para participar, pertencer e gerar valor.
- É fundamental tratar cada tema com legitimidade, autenticidade e interação genuína.
E o futuro? Ele já está acontecendo:
- As mídias sociais estão evoluindo para sistemas de recomendação e busca, com decisões guiadas por inteligência artificial e dados semânticos.
- A visibilidade deixará de depender de seguidores e passará a ser conquistada por contexto, intenção e relevância percebida.
- Conteúdos serão lidos por IAs e usados para alimentar algoritmos de descoberta, tornando o SEO semântico essencial.
- Criadores e marcas terão que dominar o repertório e o pensamento crítico para gerar conteúdo que eduque, inspire e guie decisões.
- A presença digital será um reflexo da sua autoridade prática em comunidades e territórios, não da quantidade de postagens.
O presente e o futuro são daqueles que sabem combinar estratégia, dados, IA e o fator humano: como se conectar de forma autêntica e profunda.
🧩 A jornada de compra virou um quebra-cabeça
Durante anos, o funil de vendas foi o modelo dominante para mapear o comportamento do consumidor: descoberta, consideração, decisão. Hoje, a jornada de compra é fragmentada e não linear. Um usuário pode assistir a um vídeo de 15 segundos e comprar sem nem visitar seu site. Outro pode seguir você por meses antes de interagir pela primeira vez.
As plataformas se transformaram em ambientes all-in-one: o TikTok, por exemplo, não é mais apenas um espaço de entretenimento. É onde a jornada começa, evolui e termina. Vídeos com boa retenção são recomendados a públicos semelhantes, sem que haja busca ativa. No Instagram, 50% dos conteúdos que aparecem no feed das pessoas são de quem elas não seguem. A descoberta se tornou passiva — mas altamente influenciável.
O Google já propõe substituir o conceito de funil por “mapas de influência”, onde diferentes fontes (redes, criadores, amigos) interagem para influenciar uma decisão. Isso muda o jogo para as marcas: não adianta mais investir só no final da jornada. É preciso estar presente desde o início, com conteúdos que informam, educam e inspiram.
Não há mais um único caminho até a venda. E isso exige não só mais estratégia, exige mais preparo. Quando o tempo de atenção é escasso, o que determina o resultado é a relevância imediata. Por isso, o conteúdo precisa ser pensado como ativo estratégico, não como obrigação de calendário.
🤔 Por que os resultados nas mídias sociais podem demorar para aparecer?
Porque as mídias sociais exigem maturidade estratégica, não pressa tática. Os dados mostram que quanto mais anos de experiência, melhores são os resultados em vendas, exposição e geração de leads.



No fim, os gráficos deixam uma mensagem clara: crescer nas mídias sociais é uma jornada de constância, não de coincidência. Quanto mais tempo você se mantém no jogo de forma estratégica, mais o jogo passa a jogar a seu favor.
🧭 Estratégia e Planejamento na Era da Incerteza
Se as mídias sociais amadureceram, as estratégias também precisam acompanhar. O contexto atual é de alta incerteza: múltiplas variáveis mudam o jogo o tempo todo — sejam tecnológicas, sociais ou econômicas. Nesse cenário, o planejamento linear se torna obsoleto. A metáfora correta hoje é a de um jogo, não uma viagem: o improviso faz parte, mas não há como jogar bem sem treino.
O planejamento estratégico eficaz parte da preparação adaptativa. Em vez de prever o futuro, você se prepara para responder bem a diferentes futuros possíveis. Isso exige desenvolvimento de agilidade organizacional e constante teste de hipóteses. Empresas que resistem a essa mudança acabam paralisadas ou reféns da tentativa e erro sem aprendizado.
Nesse novo jogo, o profissional de marketing também precisa evoluir. Habilidades como pensamento crítico, repertório pessoal e capacidade de aprendizagem contínua não são diferenciais — são pré-requisitos. Com IA como copiloto e múltiplos canais em ação, quem não sabe interpretar dados ou testar caminhos, ficará para trás.
💡A Era Pós-Social não exige que você recomece do zero. Mas exige que você evolua.
O tempo trouxe maturidade para as plataformas, para os consumidores e para os formatos. Só falta trazer maturidade para as estratégias.
E se você quer resultados diferentes, não adianta repetir o que trouxe você até aqui. Agora é o momento de decidir se você quer continuar improvisando ou se preparar, de verdade, para jogar em alto nível e colher os frutos ao longo dos próximos 10 anos.
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