O conteúdo gerado por usuários (UGC) é 50% mais confiável e 20% mais influente do que o produzido por marcas.
82% dos profissionais de marketing dizem que o UGC é essencial, mas só 31% usam de forma consistente. A quando o assunto é priorização, ele está em último lugar na lista.

Nesta edição, vamos explorar com base em dados porque a maioria acredita no potencial do UGC, mas quase ninguém o aplica.
Potencial vs. Aplicabilidade
UGC (User-Generated Content) são posts criados espontaneamente pelos clientes sobre uma marca, produto, serviço ou estabelecimento.
O UGC traz prova social, autenticidade e confiança, três fatores que impulsionam a conversão. Mesmo assim, boa parte das marcas ainda o trata como algo “extra”, e não estratégico.
Vamos aos dados:


O UGC pode ser o seu maior motor de crescimento (se você souber orquestra-lo), reduzir o CAC e escalar as vendas.
🤔 Então, por que ele ainda não faz parte da rotina de tantas marcas?
A barreira não é técnica, é a falta de priorização estratégica. A maioria dos negócios ainda estão preocupados em criar seus próprios posts, ditando as mensagens de forma unidirecional, mas o crescimento exponencial hoje vem de orquestrar vozes.
Por que as pessoas falam de algumas marcas de graça?
Pessoas não postam sobre marcas porque foram incentivadas. Elas postam porque aquilo gera valor social. O compartilhamento acontece quando a experiência diz algo sobre quem a pessoa é, no que ela acredita ou ao grupo ao qual ela pertence. Isso é moeda social.
Quando algo surpreende, emociona ou foge do padrão, o impulso não é divulgar a marca, é registrar a vivência. A pessoa pensa: “isso me representa”. E tudo que ajuda alguém a construir identidade, repertório ou pertencimento tende a ser compartilhado.
💡 O UGC nasce quando o post vira um sinal social. Mostrar onde esteve, o que viveu ou o que consumiu comunica acesso, bom gosto e contexto.
Não é sobre a marca aparecer. É sobre a pessoa se posicionar.
Por isso, marcas que geram muito UGC não pedem postagem. Elas criam experiências que valem a pena ser contadas.
Porque quando o significado vem antes da divulgação, o cliente vira a mídia.
Por que o UGC ainda não alcançou 100% do seu potencial?
O desafio não está em fazer o público falar, mas em criar um ambiente onde ele queira falar com a marca, não apenas sobre ela. Isso exige método, constância e cultura de diálogo, não ações pontuais de campanha.

Muitos ainda tratam o UGC com a lógica de quem busca performance imediata. Só que o impacto real dele está no intangível: confiança, prova social e influência coletiva. Métricas tradicionais raramente capturam esse valor, e por isso muitas marcas subestimam o retorno.
O UGC não acontece por falta de potencial, mas por falta de prioridade, processo e propósito.
Quando o conteúdo nasce dos clientes, com estrutura e intenção, ele deixa de ser recurso adicional e vira motor primário de crescimento, reduzindo o custo de aquisição de clientes.
O cenário para 2026
O UGC é o reflexo tangível da coerência entre mensagem e percepção.
Quanto mais uma marca estimula a participação genuína e reconhece o valor do seu público, mais ela constrói um ativo que se retroalimenta: a confiança.
Marcas que entenderem isso, não competirão por atenção, mas por relevância gerada a partir da voz das pessoas.

Em 2026, o papel da marca não será mais o de narrar, mas o de inspirar narrativas. As que mais crescem são aquelas que transformam seus clientes em protagonistas da própria comunicação.
Muitas empresas perdem escala porque reduzem esforços no orgânico e focam mais em anúncios caros enquanto ignoram o ativo mais barato: o cliente como promotor.
Para vender mais nas redes sociais, o UGC precisa deixar de ser um “acaso” e virar um método planejado de captura e mensuração.
Faz sentido?
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