O melhor marketing hoje não é o da marca, é feito pelo cliente.
Em 2026, a boa e velha propaganda “boca a boca” será ainda mais determinante para o sucesso das marcas no digital e os dados comprovam que o UGC (conteúdo gerado pelo usuário) é 8,7x mais poderoso do que o publi post de um macro influenciador (TINT).
Trata-se de clientes reais compartilhando a experiência com o produto ou serviço e colocando a marca no radar de novos clientes potenciais. Um novo impulso que recomeça o processo de descoberta, consideração e conversão.
Nesta edição, vamos nos aprofundar nesta tendência para 2026 e mostrar como você pode aproveitá-la.
Quais tipos de conteúdo impactam mais nas vendas?
Vamos aos dados:

Se o conteúdo que mais influencia a compra vem de outros consumidores, isso muda completamente o papel da marca. Ela deixa de ser a principal narradora da própria história, e passa a ser a curadora das experiências que seus clientes contam.
💡O UGC (conteúdo gerado pelo próprio usuário) não é só prova social, é um ativo de branding. Quando o público produz conteúdo espontaneamente, ele demonstra pertencimento, e isso é um sinal de comunidade, o novo território onde a influência realmente acontece.
A pergunta estratégica não é “como gerar mais UGC?”, mas “o que estamos fazendo para que as pessoas queiram compartilhar suas experiências?”. Marcas que entendem isso constroem um ecossistema de confiança, e não uma vitrine de produtos.
O que faz alguém indicar sua marca nas redes sociais?
Pessoas não indicam produtos ou serviços apenas porque ficaram satisfeitas. Elas indicam porque viveram algo que vale ser contado. No digital, a decisão de compartilhar quase nunca é racional. Ela nasce quando a experiência gera impacto suficiente para virar história. E é isso que transforma consumo em indicação. Não é sobre o produto em si, é sobre o significado de ter vivido aquilo.
Quando uma experiência quebra expectativa, ativa curiosidade ou gera surpresa visual, ela aumenta o capital social de quem viveu aquilo. A pessoa compartilha porque aquilo diz algo sobre ela: onde esteve, o que viveu, o que descobriu. Esse é o ponto central. As pessoas usam experiências como moeda social. Mostrar onde você foi, o que comeu ou que serviço usou é uma forma de se posicionar socialmente.
💡 Marcas que crescem entendem isso e param de tentar convencer. Elas desenham experiências naturalmente compartilháveis. O produto pode até ser simples, mas a forma como ele é apresentado, vivido e lembrado cria narrativa. Quando o cliente sente que postar aquilo aumenta o próprio capital social, o conteúdo nasce sem pedido, sem incentivo e sem campanha. A indicação vira consequência, não esforço.
Capital social gera conversa. Conversa gera confiança. E confiança gera indicação. Marcas que entendem isso não vendem apenas serviços, constroem experiências que continuam circulando muito depois do atendimento acabar.
Lembre-se: o relacionamento não acaba na venda, começa nela.
Como equilibrar mídia paga, prova social e creators para que mais gente descubra sua marca?
Se anúncios nas mídias sociais lideram a descoberta (65,3%), a lógica não é “colocar tudo lá”, e sim usar o alcance pago para testar narrativas rapidamente. Criativos fortes e segmentação por sinais comportamentais aumentam a lembrança de marca e reduzem custo de aprendizado.

Recomendação de amigos (48,8%) e conteúdo de influenciadores (32,1%) mostram que a prova social ancora a decisão. Use anúncios como isca de atenção e creators/UGC como validação. Programas de indicação, reviews e collabs tendem a multiplicar alcance com credibilidade.
Busca paga (38,1%) capta demanda ativa; podcasts (8,9%) e newsletters (7%) constroem lembrança fora do ruído.
No fim, o desafio não é dominar todos os canais, e sim fazer com que todos contem a mesma história.
💡A descoberta de marca deixou de ser sobre “onde investir mais” e passou a ser sobre como conectar pontos entre canais, pessoas e contextos. Quando a mensagem é coerente em todos os lugares, o consumidor não apenas descobre, ele reconhece e confia.
Combinar tráfego orgânico e pago, criar conteúdo que conduza a audiência da descoberta à conversão e transforme clientes em promotores de marca pode ser um desafio no Instagram.
A lógica mudou. Em 2026, não é quem posta mais que vence, é quem conecta melhor.
Os dados mostram uma virada clara: profundidade supera velocidade, comunidade supera alcance e confiança supera volume. Se você entende isso, já está um passo à frente da maioria.
Entre os 10 tipos de conteúdo que mais vão vender em 2026, estão:
- Depoimentos e cases de clientes reais: a prova social venceu. Mostre quem já viveu o resultado com você.
- Demonstração prática de produto: tira o teórico e mostra o uso real, no prático, sem filtro.
- Vídeos de antes e depois com contexto: não só o resultado final, mas a jornada até chegar lá.
- Conteúdo educativo em formato mídia: profundidade com praticidade, sem enrolação.
- UGC estruturado: seus clientes sendo seus influenciadores. Direcionados, com lógica e roteirização.
- Newsletters com insights exclusivos: construindo sua audiência própria, sem sustos de uma semana pra outra.
- Podcasts e áudio longos para aprofundar temas: acompanhando o consumo multitarefa (e a busca por profundidade).
- CPLs e webinars (Lançamentos): sprint de vendas em conteúdos com início, meio e fim.
- Conteúdo de nicho ultra-específico: seja TUDO para alguém, não metade para todo mundo.
- Bastidores e processos autênticos: humanização que constrói confiança através da vulnerabilidade.
Os formatos que mais vendem são os que criam identificação real. Depoimentos, demonstrações práticas e conteúdos educativos médios constroem clareza, contexto e prova social. E, quando você combina descoberta (vídeos curtos) com aprofundamento (vídeos longos), cria um fluxo natural que leva do interesse à compra com muito mais consistência.
No fim, vencer em 2026 é saber transformar atenção em confiança e confiança em decisão. Não é sobre competir por segundos, é sobre construir relações duradouras.
Faz sentido?
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