Nos últimos anos, os vídeos curtos dominaram as plataformas de mídias sociais. O formato rápido, direto, pensado para capturar atenção nos primeiros segundos se tornou o padrão replicado por milhões de criadores de conteúdo.
Mas será que isso ainda faz sentido para o público?
Pela primeira vez, uma pesquisa mostra que os vídeos curtos (menos de 1 minuto) não estão mais no topo da preferência.

O vídeo segue como o formato preferido do público quando o assunto é conteúdo de influenciadores. E, os mais escolhidos foram os de média duração (entre 1 e 3 minutos), com 32% de preferência.
Em seguida, aparecem os vídeos longos (22%) e os stories (22%). Os vídeos com menos de 1 minuto, ficaram apenas na quarta posição, com 18%, mostrando uma mudança clara de comportamento.
O dado em si já é um sinal de mudança, e um sintoma da possível saturação do conteúdo raso e o aumento do senso crítico da audiência.
Já não basta mais aparecer. É preciso ter algo relevante a dizer.
Em um cenário saturado por conteúdos, a influência deixou de ser sobre quem fala mais alto e passou a ser sobre quem faz mais sentido.
Mais do que estímulos rápidos, as pessoas estão em busca de conteúdo com contexto, narrativa e profundidade. Não é só sobre prender atenção, é sobre construir sentido — e isso muda tudo.
Esse comportamento impacta diretamente influenciadores e marcas. Afinal, o que mantém alguém engajado com um perfil hoje não é o número de posts ou a frequência de stories, mas sim a percepção de valor e confiança gerada ao longo do tempo.
A lógica do follow e do unfollow
Seguidores se comportam como consumidores exigentes: eles seguem quando percebem utilidade e identificação, mas rompem o vínculo no menor sinal de desalinhamento ou perda de qualidade.
Isso muda a forma de encarar a influência. O unfollow não é apenas uma métrica social, mas um indicador de confiança, tão relevante quanto o churn de clientes em um negócio. Se a taxa de abandono é alta, não há construção de influência sustentável.


Influência não se constrói na conquista de seguidores, mas na retenção. Crescer em “followers” sem reduzir abandono é inflar um balão furado. Marcas e influencers que entendem essa lógica, conseguem transformar atenção passageira em reputação duradoura.
O público busca mais do que estímulos rápidos: quer conteúdo com contexto, narrativa e profundidade.
Isso reforça a importância de construir uma narrativa que engaje além dos primeiros segundos e entregue valor real.
Para influenciadores e marcas, formatos que permitem mais tempo de atenção também abrem mais espaço para construir autoridade e gerar conversão. A duração não substitui a conexão, ela só a inicia. Faz sentido pra você?
![KISO INSIGHTS 80 [Kiso Insights] A evolução do conteúdo nas redes sociais](https://mlabs-wordpress-site.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2025/10/CAPAS-BLOG-KISO-INSIGHTS-42.png)

